Como o low code pode ajudar com o sistemas Core legado?

Como o low code pode ajudar com o sistemas Core legado?

21 de janeiro de 2022 0 Por LEF

A previsão do Gartner e Forrester é que o uso de plataformas de low-code/no-code vai crescer muito nos próximos anos, e com a expansão de sistemas low-code/no-code para a criação de aplicativos celulares e aplicações básicas já visto recentemente, fica claro que muitos sistemas periféricos sofrerão grande concorrência dessa nova onda de flexibilidade. Afinal, na nossa jornada de transformação digital, precisamos de cada vez mais flexibilidade para adaptar os sistemas aos nossos processos e para poder inovar. Mas e os sistemas Core legado, será que eles não precisam de um upgrade?

O medo

Todo mundo compreende a resistência de tocar no sistema central de uma organização decenária, pelo fato de ter toda informação histórica, toda regra de negócio e estar integrado em todos os processos. Mexer no sistema significaria um grande risco na continuidade da empresa, afinal pode gerar uma perca de dados, um grande custo de aquisição de um novo sistema e um impacto muito grande no dia a dia dos funcionários, para quem uma mudança dessa magnitude tenda a gerar uma resistência.  

Momento de ruptura

Apesar dos riscos, chega um momento no qual o risco de não mexer sobrepassa o risco de tomar uma atitude. Em muitas organizações, a porta de entrada parece uma máquina de tempo, onde eles saiam do mundo moderno contemporâneo, e voltam uns 10 a 20 anos no tempo em termos tecnológicos. Telas cinzentas, impossibilidade de trabalhar remotamente, muito menos acessível em dispositivos móveis. O departamento de TI se vira nos 30 para a realização de manutenção do sistema, pois é cada vez mais difícil achar profissionais qualificados, os fornecedores pararam de oferecer suporte na tecnologia por baixo e a falta de capacidade de integrações nativa faz necessário a utilização de integrações ao nível banco de dados e scripts, ignorando totalmente a regra de negócio. 

1. Sistemas de prateleira

Sistemas de prateleira são sistemas que hoje em dia estão disponíveis pela internet, muitas vezes com um período de teste gratuito para experimentar. O foco está na facilidade de implantação, um ótimo custo-benefício e uma autonomia grande do usuário na parametrização. Um grande benefício também é que o sistema é utilizado por centenas ou milhares de usuários, fazendo que ele é muito bem testado tanto em funcionalidade quanto em questões de segurança.

Esses benefícios fazem uma ótima opção para os sistemas que se baseiam em frameworks, ou processos padrões, no mercado que comprovam o aumento de eficiência das equipes. Por esse motivo os sistemas são primordialmente utilizados para sistemas de diferenciação, que apoiam processos específicos e muitas vezes independam de segmento, como sistemas de ITSM, sistemas de gerenciamento de projetos, sistemas de BI, sistemas de recrutamento, por exemplo.

A desvantagem, entretanto, é que o sistema realmente se baseia no framework e oferece relativamente pouca flexibilidade de se adaptar a sua necessidade específica.  Um ditado popular é que 80% das demandas são atendidas, e para as 20% é aceito que um work-around é aplicada, ou uma melhoria não é implantada, ou suprido com uma outra solução da camada de sistemas de inovação.

No mercado de software de prateleira, softwares são reavaliados e muitas vezes trocados de três e três anos, muitas vezes que os 20% de funcionalidades faltantes se tornaram mais importantes com o aumento de maturidade dos processos, ou novas demandas apareceram devido às mudanças contínuas no negócio.

Resumidamente, sistemas de prateleira poucas vezes são recomendáveis para seu negócio core, pois os seus dados e as suas regras de negócio provavelmente são os motivos que fazem seu negócio ser bem-sucedido e se enquadrar em um padrão significaria uma perca dessa diferencial competitiva.

2. Desenvolvimento manual

O desenvolvimento manual, tenda a oferecer argumentos opostos aos sistemas de prateleira, e pela falta de alternativas algumas décadas atras se tornaram uma opção popular para sistemas core. A organização pode desenhar completamente a sua solução e ao decorrer do tempo fazer os ajustes necessários para acompanhar as mudanças estratégicos do negócio.

O principal perigo é a diminuição de opções de modernização, uma vez que uma tecnologia foi escolhida no início, que aos poucos se torna legado e com isso a solução também. Para poder acompanhar as novidades tecnológicas, idealmente o sistema original é desenvolvido do zero, gerando um custo enorme e um atraso dos itens críticos no backlog de anos.  

3. Low-code como solução moderna

Plataformas de low-code como a Thinkwise, combinam os benefícios de ambas as opções. Elas permitam a criação de sistemas personalizadas garantindo a flexibilidade de sistemas desenvolvidas manual, mas utilizam a tecnologia low-code para utilizar modelos em vez de linhas de código. Isso torna o desenvolvimento no mínimo 10x mais veloz e elimina os erros humanos nas linhas de código, aumentando drasticamente a qualidade. Como a plataforma em si é de prateleira, ele oferece o benefício de ser testado por milhares de usuários e assim garante um alto nível de segurança. 

Conclusão

Tradicionalmente existem duas opções de escolha neste momento, aplicar um sistema de prateleira parametrizável de acordo com as suas necessidades, ou desenvolver um sistema do 0 com a sua equipe de desenvolvimento ou seu software house favorito. Com a introdução de plataformas low-code, se torna possível escolher o melhor dos dois mundos!